Nós universitários lemos e ouvimos muitas vezes sobre a importância de um excelente desempenho acadêmico a fim de representar bem o nome de Cristo, pois dizem que devemos ser “cabeça das nações e não cauda”. Mas pouco se fala diretamente de um perigo atrelado a esse empenho pela “excelência”: dar espaço ao impulso natural do homem pecador de desejar ganhar o mundo.

Antes de Sua crucificação, Jesus orou ao Pai:

“Agora vou para ti, mas digo estas coisas enquanto ainda estou no mundo, para que eles tenham a plenitude da minha alegria. Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, pois eles não são do mundo, como eu também não sou.Não rogo que os tires do mundo, mas que os protejas do Maligno. Eles não são do mundo, como eu também não sou.Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade. Assim como me enviaste ao mundo, eu os enviei ao mundo. Em favor deles eu me santifico, para que também eles sejam santificados pela verdade.” João 17:13-19

Aqui Ele diz que deseja a alegria de Seus discípulos, pede por proteção do mal, sua santificação e diz que os está enviando como Ele foi enviado. Em João 3:17 Jesus esclarece a Nicodemos que Ele foi enviado não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por seu intermédio, e em Atos 1:8 Ele envia os discípulos como Suas testemunhas “até os confins da terra”, antes de ascender ao Céu.

O destaque que desejo trazer a nossa atenção hoje é que, como Cristo, não somos chamados a conquistar o mundo e revelar o poder de Deus, num aspecto de dominador invencível. Somos chamados a ser testemunhas de Cristo e, como Ele, dar a vida para salvar pessoas.

Nós, como seres humanos, temos o desejo de ganhar o mundo. Mas somos chamados a amar a Cristo. Somos chamados a servi-Lo independentemente de como o mundo nos olhar pelos nossos atos. Somos chamados a confiar que Ele proverá todas as nossas necessidades, a nos entregarmos total e cegamente.

Não somos chamados para sermos os melhores ou os piores nas atividades que fazemos aqui. Somos chamados a servi-Lo fielmente sem olhar para nossas vontades e desejos. Fielmente significando dar nosso melhor e fazer o que Ele nos diz pra fazer, não no que queremos fazer (Jo 3:8).

Este site, bem como toda a SAU em suas atividades, busca e buscará ajudar você a desenvolver essa comunhão com Deus individualmente e como grupo entre seus membros e todos que se interessarem em participar.

 


Autoria: Rafael Luccas foi fundador e é o atual coordenador geral da SAU. Estuda engenharia mecânica na UFSCar, é chato com conceitos e não cansa de sonhar um mundo ideal.